quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ÁFRICA - CELEIRO DE REALEZA, AVENTURAS E CONQUISTAS


Não é de hoje que a África sempre fascinou quem longe dela estava. Impérios grandiosos e de riqueza indefinida seduziram nações e embalaram seus sonhos de conquista. Sacralizada terra de divindades poderosas que atravessaram o oceano para acompanhar seus filhos dispersos por terras desconhecidas, pátria do misterioso Preste João ou da sedutora Cleópatra. Essa África mitológica de reis e rainhas oferece uma viagem fascinante de realeza, conquistas e aventuras.

Portanto, periodicamente, tendo como ponto de partida o símbolo da Diáspora Africana, dedicaremos esta seção aos  monarcas  que fizeram da África uma terra rica em histórias e imaginário, reinventados da memória ancestral.

NEFERTITI - A RAINHA DA PAZ
 Rainha Nubia de Egito (1292 - 1225 A.C.)

Uma das muitas grandiosas rainhas da Núbia, Nefertiti é anunciada como a rainha que se casou para a paz. O matrimônio dela com o Rei Ramsés II do Egito, um dos últimos grandes faraós egípcios, começou estritamente como um movimento político, com o poder sendo compartilhado entre dois líderes. Isso não só se transformou em um dos maiores casos de amor na realeza da história, mas colocou um fim na guerra dos 100 anos entre Núbia e Egito. Mesmo até hoje, um monumento permanece em honra da Rainha Nefertiti. Na realidade, o templo que Ramsés construiu para ela em Abu Simbel, é uma das maiores e mais belas estruturas construidas para honrar uma esposa e celebrar a paz.








N'ZINGHA M'BANDE
Rainha Amazona de Matamba, África Ocidental (1582 - 1663)

Muitas mulheres estiveram entre as grandes dirigentes da África, inclusive esta rainha angolana que era uma astuta diplomata e se sobressaiu bem como líder militar. Quando os escravizadores portugueses atacaram o exército do reino de seu irmão, N'zingha foi enviada para negociar a paz. Com habilidade surpreendente e tato político ela se impôs, apesar do fato de seu irmão ter matado uma criança dela. Mais tarde ela formou seu próprio exército contra os portugueses, e empreendeu uma guerra durante quase trinta anos. Estas batalhas viram um momento sem igual na história colonial quando N'zingha aliou sua nação aos os holandeses, fazendo assim a primeira aliança européia africana contra um opressor europeu. N'zingha continuou com sua considerável influência entre seus assuntos, apesar de estar em exílio forçado. Por causa de seu apelo pela liberdade e seu direcionamento para trazer a paz ao seu povo, N'zingha permanece ainda hoje como um forte símbolo de inspiração.



SHAMBA BOLONGONGO

Rei Africano da Paz (1600 - 1620)
Saudado como um dos maiores monarcas do Congo, o Rei Shamba não teve desejo maior do que preservar a paz, que é refletida em uma comum citação sua: "Não nenhum homem, nem mulher, nem criança. Eles não são as crianças de Chembe (Deus), e eles não têm o direito de viver? " Ele freqüentemente viajava para aldeias distantes que usavam sua faca com lâmina de madeira, reconhecida como um meio exclusivo de armamento do estado. Shamba também era notável em promover artes e barcos, e por projetar uma forma complexa e extremamente democrática de governo que caracteriza um sistema de empecilhos e equilíbrios. O governo era dividido em setores que incluíam o exército, filiais judiciais e administrativas que representavam todas as pessoas de Bushongo.







Rei de Songhay (1464 - 1492)

Quando Sunni Ali Ber chegou ao poder, Songhay era um pequeno reino no Sudão ocidental. Mas durante seu reinado de vinte e oito anos, esse reino se transformou no maior e mais poderoso império da África Ocidental. Sunni Ali Ber organizou um exército notável e com esta força feroz, o rei guerreiro ganhou várias batalhas. Ele derrotou os nômades, aumentou as rotas de comércio, conquistou aldeias, e ampliou seu domínio. Ele capturou Timbuktu, trazendo para o império de Songhay um centro mais amplo de cultura de comércio, e bolsa de estudos muçulmano.

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